Eu bati a porta do quarto com tanta força que se não estivesse em pânico teria me preocupado com o que o povo da casa estaria pensando! Mas que se dane. Eu já não conseguia mais controlar as lágrimas que estavam se prendendo ao meus olhos. Eu me joguei na cama e taquei o celular o mais longe que pude. Foram poucos minutos para que as lágrimas começassem a escorrer pelo meu rosto! Liguei o som no máximo e deixei "A Droga do Amor" soar por todo o quarto, mas nem naquele momento o volume máximo cicatrizaria a ferida tão recente que havia sido feita no meu coração! O celular ainda notificafa de forma histérica todas as suas mensagens, eu já estava torcendo para ele ter quebrado, quem sabe assim não teria mais contato nenhum com tudo que havia acontecido...
Suas mensagens não paravam e eu relutava para não ver o que você queria, mas mesmo com tanta mágoa dentro do peito eu me estiquei para fora da cama e agarrei o celular querendo saber o que você desesperadamente precisava me falar!
Me sentei na beirada da cama, tirei o cabelo do rosto tentando reproduzir o mesmo toque que você tem sobre mim, eu enxuguei minhas lagrimas com a barra da sua blusa cinza que eu havia pego quando secretamente haviamos ido assistir à "uma noite de crime- Anarquia" na sua casa, assim me lembrei do jeito que rimos, da forma como cozinhava pra gente, do jeito como essa sua blusa caiu de forma tão perfeita no meu corpo e de como vc ria por tudo que eu dizia
Foca garota!
Eu olhei a tela do celular que ainda estava embaçada de todas as lágrimas que já haviam escorrido pelos meus olhos, e lá dizia:
- Precisamos conversar sobre como você está
Joguei o celular no chão outra vez, me deitei na cama, lágrimas rolaram pelo meu rosto novamente, aumentei ainda mais o som, apertei o replay e deixei "A Droga do Amor" soar pelo menu quarto durante horas repetidamente. Definitivamente não era hora de conversarmos sobre como eu estou.
-Valentine
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